Cleide Souza Cintra, 36 anos confessou na tarde de sexta-feira (12/08), no Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), a autoria do assassinato do marido, o sargento PM Fábio Nascimento Cintra, atingido no abdômen e na cabeça por dois tiros deflagrados por ela, na manhã de ontem (11), dentro do apartamento do casal, no bairro Tancredo Neves. Autuada em flagrante pelo delegado Márcio Allan Assunção, do DHPP, a homicida foi novamente interrogada hoje (12), fornecendo detalhes do crime, ocorrido, segundo ela, durante uma das inúmeras brigas do casal.
Em seu depoimento, Cleide, que convivia com o sargento PM há dois anos, declarou ser freqüentemente agredida pelo marido, afirmando ainda que o relacionamento passava por uma fase conturbada. No início da manhã de ontem, o casal voltou a discutir dentro de casa, tendo Fábio Cintra ameaçado matar a mulher com um revólver de calibre38, de sua propriedade.
O sargento chegou a apontar a arma para o pescoço de Cleide, mas desistiu de atirar e colocou o revólver sobre uma cômoda no quarto, passando a agredi-la fisicamente. A mulher informou ainda ter conseguido apoderar-se da arma, mas a força empregada pelo marido para tentar reavê-la, acabou acionando o gatilho, atingindo-o com um tiro no abdômen.
Mesmo baleado, Fábio Cintra continuou tentando recuperar o revólver, que disparou mais uma vez, atingindo-o na cabeça. Este segundo tiro, fez o sargento cair no chão, tendo Cleide conseguido colocá-lo sobre a cama para tentar reanimá-lo. O sargento morreu dentro do quarto.
Submetida ontem, no Departamento de Polícia Técnica (DPT), a exames de lesão corporal e Microscópio de Varredura Eletrônica (MEV) - destinado a detectar vestígios de chumbo na roupa ou pele das pessoas – Cleide Cintra ficará custodiada à disposição da Justiça na carceragem da Delegacia de Repressão a Crimes Contra a Criança e o Adolescente (DERCCA), em Pitangueiras de Brotas.
Foto Erik Salles/Agência A TARDE

